quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Redentoristas do Brasil evangelizam no Suriname

Periferia de Paramaribo, capital do Suriname. Na Paróquia de Latour, um vasto trabalho de pastoral e evangelização é levado a cabo, regado com a generosidade e dedicação de redentoristas do território brasileiro.
O projeto missionário no pequeno país do extremo norte da América do Sul, ex-colônia holandesa, iniciou no ano 2000, a partir de um convite do então Superior-Geral da Congregação do Santíssimo Redentor, padre José Tobin, à União dos Redentoristas do Brasil (URB).
“Com a diminuição da presença dos holandeses no país, o Governo-Geral da Congregação buscou uma forma de manter a missão naquelas terras. A partir de tal proposta, os brasileiros enviaram alguns confrades para Paramaribo e começaram os trabalhos, há mais de 10 anos. Para a Congregação, o Suriname é uma Região Missionária sob responsabilidade dos redentoristas do Brasil”, explica o superior do projeto e presidente da URB, padre Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.
O último redentorista de origem holandesa deixou o país recentemente, por motivos de idade e saúde. Já a comunidade brasileira passa por um período de mudança, com uma nova composição de três confrades. Para 2012, está previsto o envio de mais dois religiosos.
Além de uma forte presença em diversas frentes de trabalho na diocese, a comunidade redentorista é responsável pela Paróquia de Latour e suas diversas capelas. Ali desenvolvem a celebração dos sacramentos e acompanham a formação de grupos de leigos.
Há também uma firme experiência de inculturação. A língua oficial é o holandês, mas boa parte da população fala o vernáculo Sranan, embora existam aproximadamente 23 outras línguas. Além dos cristãos, há a presença forte de hindus, mulçumanos e animistas.
“Diante de tamanha pluralidade, o missionário deve estar aberto ao diálogo, para que o testemunho da caridade cristã seja sinal de unidade. Sendo assim, há esperanças de que seja construída uma comunidade religiosa redentorista que viva o carisma afonsiano de forma fraterna, orante e evangelizadora.
Solidificar tal comunidade é uma das mais importantes expectativas e tarefas nos projetos atuais no Suriname. Além disso, projetos pastorais inseridos no meio de comunidades mais carentes são discutidos como meta importante”, conta padre Vicente.
Testemunhos
O missionário proveniente do Brasil que mais recentemente aportou por aquelas terras foi o padre Rudolf Jacobus Croon, C.Ss.R., que chegou ao país em meados de junho. Até então, ele era pároco na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), encargo que desempenhava desde 2009.
“Sempre tive no meu coração o desejo de fazer um trabalho missionário em outro país, mas nunca tinha me manifestado sobre essa questão. Senti que era a hora e dei a minha resposta imediata ao convite do Superior Provincial. Estou aqui no Suriname com alegria, coragem e amor”, testemunha.
Já padre Dionísio Zamuner Foltran, C.Ss.R., fez parte da comunidade pioneira do projeto enviada em missão ao Suriname, em 2001. “Como alunos e missionários do Redentor, somos todos convidados a ter um coração-mundo, embora ele bata, viva, trabalhe em um determinado ponto, cidade ou ocupação”, afirma. Ele retornou para o Brasil em 2010.
O religioso considera o tempo vivido no Suriname como de crescimento e oportunidade para conversão, tendo um olhar novo a cada dia com relação a todas as pessoas. “É descobrir o tesouro que existe em cada pessoa, costume, tradição, organização, crença, natureza. Que frutos provêm daí? Uma liberdade de si e de tudo para ir ao encontro das pessoas, com disposição para desafios e missões”, relata.
Padre Redentorista Brendan Callanan é irlandês de nascimento, mas pertence à Vice-província de Fortaleza. Ele chegou ao Suriname em janeiro de 2007 e retornou ao Brasil no final de agosto deste ano. “A presença de estrangeiros faz ver que a missão não reconhece fronteiras. Somos todos missionários da mesma Boa-Nova.
Ao chegar pela primeira vez em terras estranhas, o missionário enfrenta dificuldades por causa da bagagem cultural que traz consigo. O recém-chegado, quase que inevitavelmente, faz comparações com aquilo que já conhece. Mas à medida que vai se inserindo na nova realidade, deixa de fazer comparações e aprecia os valores da nova cultura. Quem trabalha além-fronteiras é abençoado por ter a oportunidade de conhecer outras culturas, também no sentido religioso”, testemunha.
 (Jornal Santuário de Aparecida)

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